O retorno do Tigre

Figueirense de São João del-Rei está de volta à Segundona do Mineiro
Por: Cristiano Giovanni

 

Quatro anos após a última participação no futebol profissional, o Figeirense está de volta à disputa da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro. O clube de São João del-Rei busca ressurgir após alguns anos de inatividade. Em 2015, o Figueira conseguiu avançar para o hexagonal final, mas ficou de fora das duas vagas de acesso. A estréia foi neste sábado (10), às 15 horas, contra o Santarritense na cidade de São Sebastião da Bela Vista. O Tigre saiu na frente, mas tomou o empate aos 38 do segundo tempo. Ainda assim, um ponto a ser comemorado, o primeiro de muitos, esperamos.

Para este novo desafio, o Tigre investiu em uma comissão técnica e diretoria com nomes de história no futebol sanjoanense. O Presidente é Neném do Varzeano, nome simbólico na história do clube. O comando técninco é de Beto Canhota. Após anos jogando futebol profissional, iniciou a carreira como treinador no Tupi, onde não obteve grande sucesso. Apesar disso, a aposta é válida: Beto conhece de futebol e sua vivencia como jogador pode ser importante no comando do vestiário. O consultor de futebol é o experiente André Luiz, jogador de longa carreira no futebol francês e que pode ajudar muito nos bastidores. Como CEO, Luís Henrique Arantes, que treinou o time na boa campanha de 2015, foi chamado. Além deles, Eduardo Luersen (auxiliar técnico) e Negretti (preparador de Goleiros) também compõem a comissão. A ideia parece ter sido buscar nomes conhecidos que entendem de futebol e, mais que isso, de Figueirense.

Negretti experiente preparador de goleiros , trabalhando com os goleiros Guilherme e Neto que veio do Guarani de Divinópolis

O elenco conta com uma mescla de jogadores experientes com jovens promessas. O nome de mais peso é, sem dúvidas, Léo Salino. Com passagens por vários times do Brasil e da Europa, Salino deve ser o xerifão do meio de campo sanjoanense, um volante com boa marcação e qualidade na saída de bola. No gol, Glaysson seria a opção, mas o experiente arqueiro se desligou do time antes mesmo do início dos treinamentos. Com isso, Neto, de 24 anos, deve ser o escolhido. A zaga conta com Adriano, jogador emprestado pelo Tupynambás, e também com jovens jogadores de São João. Além destes, vale destacar a presença de Jordano, jovem meia do Athletic que chegou a marcar um gol na final da Segundona de 2018. Apesar de promissor, Jordano teve pouco espaço no Módulo 2 neste ano e o Figueira se apresenta como uma ótima opção para que ele mostre seu talento.

Jovens São Joanenses da base do clube: Lauro (13) , Canela (4) e Diogo (9)

Após ótima presença do Athletic, que alcançou o acesso no ano passado, o Figueira chega como uma nova esperança para o futebol sanjoanense. Para uma cidade que há poucos anos não conseguia organizar um campeonato amador de qualidade, ter dois times disputando o futebol profissional é algo fantástico. O acesso seria um sonho. Imagine, caro leitor, termos Athletic x Figueirense no Módulo II em 2020 (e você achando que o “Boca x River” da final da Libertadores era algo insuperável). Por mais que não seja o mais provável, estar em uma das duas vagas ao final do torneio não é nada impossível. O futebol é feito, também, de sonhos.

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